
*escrevi este texto já faz um tempo... parece que nada mudou.
Ela, sempre ela.
Entre idas e vindas, entre homens, mulheres e meninas, todas as tentativas do meu coração assexuado de salvar a própria pele, eu sempre volto pra ela. Sempre volto pra dor e pra solidão incomparáveis que é viver sem ela. Dormir sem ela. Dormir em outro braço carinhoso que não o dela. Machuca, abre buracos na alma.
Falta o cheiro dela... O inconfundível cheiro dela. O cheiro da pele, do cabelo, dos cremes, perfumes, amaciante de roupas... De tudo que pertence a ela, de tudo que a torna aquele pequeno pedaço de universo. O cheiro insuportavelmente inesquecível é o que mais me perturba. O cheiro e a pele, macia demais, como a de um bebê. “Soft and sweet”. Ela e sua infinita “sweetness”. Já disse uma vez que queria tatuar isso bem grande no braço... e tatuei. Minha doçura, meu anjo, minha coisinha especial.
Uma vez, no meio da madrugada, liguei pra uma amiga e disse: “eu descobri, irmão, amar é só uma vez na vida!”
E depois disso vieram paixões. Divertidas e quentes paixões. Tentativas de paixões. Ferimentos profundos em corações alheios e ilusões superficiais no meu, ainda pertencente a ela.
Diz-se na psicologia que um comportamento, antes de ser extinto, tende sempre a piorar. Pela dor que tenho sentido, pela saudade incontrolável, pelos impulsos telefônicos às 2h da madrugada, pela necessidade doentia de ouvir aquela voz rouca, pelas inúmeras mensagens não enviadas que guardo em meu celular, pelas lágrimas ardidas que escorrem dos meus olhos agora, eu só posso estar prestes a esquecer meu grande amor.
Por todos os deuses, que eu esteja esquecendo meu grande amor!
p.s.: só quero deixar aqui o meu MUITO OBRIGADA às meninas maravilhosas e sensíveis que me ofereceram seu ombro amigo. Um grande beijo, queridas!